Vitória de Ed Sheeran no Grammy causa desconforto na internet e até vaias na premiação


A verdade é que o grande número de indicações e vitórias de artistas masculinos causou grande revolta por muitos que acompanhavam o Grammy Awards no último domingo (28). A cerimônia foi realizada em Nova York e Ed Sheeran disputava duas categorias: melhor álbum vocal de pop, por “Divide” e melhor performance solo de pop com “Shape Of You”Jay-Z liderava com 8 indicações seguido por Kendrick Lamar com 7.

Quando os nomeados foram anunciados em 28 de novembro de 2017, grande parte do público ficou surpreso pelo ruivo ficar de fora das categorias principais, melhor álbum, gravação do ano e canção do ano já que, sim, “Divide” e “Shape Of You” estiveram no topo de paradas musicais do mundo todo e representam outro patamar na carreira do irlandês. Ele até veio ao Brasil com sua última turnê e passou por lugares lotados por aqui.

Acontece que Ed concorria apenas com nomes femininos nos Grammys 2018 e ganhou os dois prêmios que disputava. Kesha, Lady Gaga, Kelly Clarkson, Pink e Lana Del Rey estiveram presentes, mas saíram de mãos vazias enquanto Ed nem compareceu.

Kesha passou pelo inferno para lançar ‘Praying’ e é indicada para o Grammy apenas para perder para o Ed Sheeran com um música sobre com ele gosta do corpo de uma mulher em cima de um sampler da Sia.
Engraçado Ed Sheeran aquele cara numa categoria com 4 mulheres icônicas e ele ganha e nem aparece.

 

Ed Sheeran bateu 4 mulheres com uma música sobre o corpo feminino no Grammys.
Lady Gaga escreveu ‘Million Reasons’ num processo de cura para se recuperar de um coração quebrado. Kesha escreveu ‘Praying’ depois de passar literalmente pelo seu pior pesadelo. Ed Sheeran escreveu ‘Shape Of You’ sobre uma garota num clube pela qual ele estava excitado. Parabéns Recording Academy.

Lady Gaga apresentou um medley “Joanne” e “Million Reasons” acompanhada por Mark Ronson, Pink fez uma performance linda de “Wild Hearts Can’t Broken” e Kesha emocionou a todos ao juntar-se a Camila Cabello, Bebe Rexha, Cindy Lauper, Julia Michaels, Andra Dray e o coral The Resistance Revival para cantar “Praying”, música que marca seu retorno como cantora após batalha judicial com Dr. Luke, a quem a artista acusa de assédio sexual e moral.

É de se entender a indignação de todos já por aí: as performances no Grammy representam a expressão artística por um músico ou conjunto trabalhada durante todo o ano anterior, como bem declarou Bono Voxx na apresentação do prêmio principal, e 2017 ficou marcado como o ano que mais levou mulheres às ruas para protestar em todo o mundo com a Marcha das Mulheres em 20 de janeiro, denúncias de assédio na indústria cinematográfica junto ao movimento #MeToo, mas também muitas conquistas femininas e avanços para uma sociedade menos injusta na questão de gêneros. As artistas presentes ontem levaram rosas brancas simbolizando apoio à organização Time’s Up. Os vencedores e até a votação do prêmio viraram alvos de críticas.

Das 84 mulheres indicadas ao prêmio concedido apenas por júri especializado apenas 11 ganharam sendo que só duas apareceram na transmissão televisiva do evento musical de maior audiência no mundo. Foram Alessia Cara, ganhando como “artista revelação” e Rihanna junto ao Kendrick Lamar em melhor rerformance de rap”. Lorde era a única mulher concorrendo por “álbum do ano” com “Melodrama”. Ao lado dela estavam Kendrick Lamar, considerado por muitos o favorito, Jay-Z, Childish Gambino e Bruno Mars – vencedor da noite com “24K Magic”.

O presidente do Grammy, Neil Portnow se pronunciou sobre o assunto em entrevista para Variety:

“Elas precisam se impor, pois acham que seriam bem-vindas. Eu não tenho experiência pessoal com essas paredes que vocês enfrentam, mas eu acho que está sobre nós – como indústria – fazer a conta de boas-vindas óbvia, criando oportunidades para todas as pessoas que querem ser criativas, pagando pra ver e criando essa próxima geração de artistas.”

Porém, muitos consideraram a declaração infeliz. Nós, como público, não temos autoridade para questionar um júri especializado, mas como manifestação artística é fato que o Grammy e talvez esse mesmo júri necessitam de maior representatividade. E o que você achou??

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Cintia Luz Lima
Estudante de jornalismo que ama cultura pop, de fã para fã a vida é melhor em shows ao vivo - São Paulo, SP

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