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Febre Teen Entrevista: Bernardo Falcone fala sobre sua nova fase

Na última quarta-feira (7), tivemos a oportunidade de bater um papo por telefone com o lindo Bernardo Falcone (ou Beni) – sim, o eterno Téo de “Rebelde Brasil” -, que nos contou um pouco sobre seu novo single, “Quase Nada“, e sobre seus projetos para o resto do ano! O fofo também falou sobre suas experiências passadas e como tudo isso o ajudou a chegar onde está hoje. Aliás, quem aí sente falta de “Quando Toca o Sino“?!

Confira:

  • VOCÊ PARTICIPOU DE “HSM – A SELEÇÃO”, “QUANDO TOCA O SINO” E ” REBELDE BRASIL”. AGORA PODE-SE DIZER QUE ESTÁ NUMA FASE MAIS MADURA, EXPLORANDO SUA MUSICALIDADE. O QUE TEM A DIZER SOBRE ISSO?

Beni: Então, na verdade a minha carreira de ator também andou para além do “universo jovem”, né? Junto com os próprios fãs, porque quando eu saí de “Rebelde Brasil” fui fazer “Plano Alto” (minissérie da Record) e eu acho que a minha música reflete esse momento que eu vivo, sabe? Porque as minhas composições refletem a maneira como eu vejo o mundo! E, como eu disse, os próprios fãs também cresceram ao longo desses anos, então sou muito grato por eles estarem do meu lado.

FT: Inclusive eu, que te acompanho desde “HSM – A Seleção”! (Risos)

Beni: (Risos) Pô, faz muito tempo! Vai fazer 8 anos desde o programa! A gente até andou falando em reunir a galera que participou, ainda mais por conta dessa última reunião do “HSM” gringo!

  • SEU ÚLTIMO ÁLBUM (“BEATIFICATION”) CONTOU COM VÁRIAS MÚSICAS EM INGLÊS. AGORA, COM O NOVO SINGLE EM PORTUGUÊS, A GENTE PODE ESPERAR UM ÁLBUM MAIS “BRASILEIRO”?

Bom, pra mim, por incrível que pareça, é mais fácil compor em inglês (risos)! Em inglês, eu me “bloqueio” menos, sabe? Acho a língua portuguesa mais difícil de se trabalhar, o inglês acaba sendo mais maleável. Com o português é preciso ter um pouco mais de cuidado pra conseguir fazer uma música pop (por exemplo) que seja ao mesmo tempo fácil de ser cantada e falada e que seja interessante musicalmente.

  • QUAIS SÃO AS SUAS MAIORES INFLUÊNCIAS MUSICAIS?

Olha, eu tento escapar do clichê mas não consigo (risos)! Michael e Janet Jackson, amo os dois irmãos! As composições deles, os álbuns, sempre falaram muito da vida deles e eu sempre achei isso muito legal, sabe?! Porque quando eu era adolescente, ou até criança, conseguia me identificar com o que eles estavam dizendo! Eu já tentei fugir desses exemplos, mas não tem como mesmo!

  • VOCÊ TEVE UMA RELAÇÃO DE 3 ANOS COM O DISNEY CHANNEL, NÃO É MESMO?! QUANTO ISSO O AJUDOU NA CARREIRA?

Cara, o Disney Channel pra mim foi uma grande escola! Eu me vi tendo que dançar, cantar e atuar! Era tudo muito corrido, uma hora tinha que gravar uma música, outra uma cena, então tudo tinha que ser feito com o maior nível de excelência possível! Foi até onde eu compus minha primeira música e foi até por causa dessa música que resolveram fazer um CD de “Quando Toca o Sino” – eu tinha essa mania de me meter em tudo, sabe?! (Risos) Então lá foi onde aprendi muito sobre televisão, e também foi onde fiz meus primeiros amigos de elenco! Sou muito grato por tudo isso mesmo!

  • EM RELAÇÃO À SUA ENTRADA  NO ELENCO DE “REBELDE BRASIL”, QUAIS ERAM SUA EXPECTATIVAS?

Bom, minha expectativa era entrar pra banda, né?! (Risos) Mas eu era muito mais velho que todo mundo lá – apesar de conseguir me “misturar” fisicamente -, então acabei entrando pro elenco de estudantes, fora da banda mesmo. Mas eu acho que não tinha muita expectativa, porque eu tava tão feliz por ter outro trabalho na televisão e que de certa forma envolvia música, sabe?! Sabia que seria mais uma forma de divulgar meu trabalho, então não criei muitas expectativas sobre isso! Procurei aproveitar ao máximo cada fase daquele projeto.

  • VOCÊ AINDA MANTÉM CONTATO COM O PESSOAL DO ELENCO? ROLOU ALGUMA AMIZADE MAIS FORTE?

Sim, sem dúvidas! Eu fiz muita amizade com os diretores – até porque a idade deles acabava sendo mais próxima da minha (risos) -, mas eu virei muito amigo da Carlinha Diaz, que depois foi meu par romântico de novo em “Plano Alto”, então a gente continua muito próximos! E da própria banda também, mantenho contato com a Sophia e com o Chay, mas é tudo muito corrido, né?! Então é de vez em quando mesmo. Mas com a Carla é amizade pra vida inteira, por exemplo. Em todo elenco sempre tem um ou outro que entram pra vida!

  • VOCÊ ACHA QUE AGORA “FUGIU” UM POUCO DA ATUAÇÃO PARA SE DEDICAR MAIS À MÚSICA?

Assim, eu vou dançando conforme a música (risos). Agora eu tava com um tempo livre e o pessoal da OH me encorajou, dizendo “Pô, faz tanto tempo que você não lança uma música, será que rola?!” – eu tava com preguiça, confesso! (Risos) E foi tão bom o processo de criação de “Quase Nada” que eu me animei! Então quando tenho um tempinho, me dedico à música, e se um trabalho de ator me chama, eu vou pra lá também! As duas coisas sempre andam juntas.

  • A SUA TRAJETÓRIA É BEM LONGA NO MUNDO ARTÍSTICO. VOCÊ TEM ALGUM CONSELHO PARA OS NOVATOS DESSA ÁREA?

O meu conselho, sem dúvidas, é: se prepare! Estude muito! Eu estudei teatro por muito tempo então acho isso muito importante! Porque a oportunidade pode surgir amanhã e nós temos que estar preparados, sabe?! Se vocês estiver bem preparado é melhor ainda. Estudar, se interessar, ir ao teatro e conhecer outros atores é sempre muito bom.

  • FALANDO SOBRE PARCERIAS MUSICAIS, VOCÊ JÁ FEZ ALGUMAS. QUAL FOI A SUA COLABORAÇÃO FAVORITA?

Ah, isso é difícil de responder, hein?! (Risos) A mais inusitada foi a participação do Lyric145 – grupo de rap que foi formado no X-Factor americano -! Comecei a segui-los no Twitter logo quando saíram do programa, então comecei uma conversa com eles e falei “Pô, eu to com uma música aí, será que vocês fariam uma participação?!” e eles concordaram! Mas levou muito tempo, já pensava que eles tinham desistido. Quando eu já tava com o álbum praticamente fechado, eles me mandaram a participação na música! Hoje em dia “On Fire Tonight” é uma das canções que eu mais amo. Se eu tiver que escolher uma parceria, das mais inusitadas foi essa, com certeza! Mas todas são igualmente especiais pra mim.

  • SOBRE A MINISSÉRIE “PLANO ALTO”, COMO FOI PARTICIPAR DE ALGO QUE NÃO ERA APENAS VOLTADO PARA O PÚBLICO JOVEM?

Beni: Cara, esse é um projeto muito corajoso, sem dúvidas! Falar de política tão descaradamente, sem disfarces. Acho que eu continuei me comunicando com o público jovem porque fiz um garoto novo, né?! É muito bom que a gente esteja falando mais abertamente de política, por mais polêmica e polarizada que ela seja em nosso país. Então, eu acho que eu, de certa forma, ainda tinha essa ponte com a galera mais nova, de uma maneira mais madura. E eu fiquei muito feliz com esse projeto, com certeza!

FT: Sim, realmente é muito importante poder passar essa mensagem aos jovens!

Beni: Sim, claro! Gravar a minissérie foi algo bem intenso, porque foi bem na época da Copa do Mundo. Chegamos a ter Black Blocs infiltrados no meio das gravações! Mas no final deu tudo certo.

  • VOCÊ ACHA QUE SUA IMAGEM MUDOU AO LONGO DA SUA CARREIRA?

Eu não sei, de verdade! (Risos) Como eu fiz o Téo (de “Rebelde Brasil”) por dois anos, as pessoas ficaram bem presas à ele. Até hoje eu vejo alguns comentários como “Nossa, você tá tão diferente do Téo!” e levo isso como um elogio, porque mostra que eu consegui encarnar o personagem. Eu sempre fui o mais velho, até brinco que nasci velho (risos) mas sem dúvidas amadureci, mesmo que todos ainda me associem ao personagem antigo. Eu entendo e acho que é a muito bom poder marcar a vida das pessoas de alguma forma. Agora com o Netflix, por exemplo, tenho certeza que vou ouvir “eterno Téo” pra sempre! (Risos)

  • DÁ PRA PERCEBER QUE VOCÊ É BASTANTE ATIVO NAS REDES SOCIAIS – E ISSO É ÓTIMO! VOCÊ ACHA QUE ISSO É ESSENCIAL PARA PROMOVER SEU TRABALHO?

Eu não sei se é essencial, não! Nem sempre posto pensando nisso, porque eu gosto muito de redes sociais. Mesmo se eu não fosse artista, ainda estaria nas redes! É uma maneira de me comunicar com o maior número de pessoas possível, uma coisa genuína. Não tenho uma equipe que cuide das minhas contas, tudo é postado por mim mesmo! Gosto que as palavras que estejam ali sejam minhas. Enfim, adoro demais!

  • POR CONTA DA SUA RELAÇÃO COM A DISNEY, ME SINTO NA OBRIGAÇÃO DE PERGUNTAR: VOCÊ TEM UM PERSONAGEM FAVORITO?

Tenho sim! Eu cresci vendo “Aladdin”, “A Pequena Sereia”, todos esses clássicos! Se eu tivesse que escolher um, seria o Pato Donald. Me identifico muito com ele! (Risos)

  • VOCÊ TEM UM IRMÃO GÊMEO, NÉ?! COMO ERA ISSO QUANDO VOCÊS ERAM CRIANÇAS?

Sim! Cara, quando criança nós éramos idênticos! Então quando vejo alguma foto antiga, preciso perguntar quem é quem pra minha mãe! (Risos) Pra mim sempre foi bem tranquilo, bem normal! Como minha cunhada é baiana, meu irmão sempre viaja para lá, sabe?! E como “Rebelde Brasil” fez bastante sucesso lá, o pessoal já sabia que era meu irmão no aeroporto! Mesmo quando não sabiam, ele tirava foto e dava autógrafos! (Risos)

  • POR ÚLTIMO, MAS NÃO MENOS IMPORTANTE, SERÁ QUE TEREMOS UM NOVO ÁLBUM AINDA EM 2016? JÁ TEM ALGUMA PARCERIA EM VISTA?

Beni: Olha, eu quero! (Risos) Já to compondo bastante, com várias ideias! Vou sentar com o produtor e colocar tudo na mesa, organizar direitinho. Mas certamente vai ser em português, esse é meu desafio! Em relação a parcerias, sempre que algo surge é uma boa oportunidade! Adoro projetos colaborativos, pois gosto de trabalhar em grupo – até por conta do teatro!

FT: É muito bom você gostar de colaborar! Muitos artistas não gostam e isso acaba atrapalhando!

Beni: Ah não, gente! Eu não sei de tudo não, gosto de compartilhar ideias! 

Um fofo esse Beni, não é?!Quase Nada” se encontra disponível nas plataformas musicais e garantimos que vai valer a pena você escutar!

Amamos a oportunidade de entrevistá-lo e desejamos toda a sorte do mundo nessa nova fase! <3

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