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Em carta aberta aos eleitores de Donald Trump, Lauren Jauregui assume ser bissexual

Após quebrar a internet por causa de uma foto beijando Lucy Vives no casamento de seu tio, Lauren Jauregui nos surpreendeu mais uma vez ao assumir a sua bissexualidade. A cantora usou o portal de notícias da Billboard americana para publicar uma carta aberta aos eleitores de Donald Trump, que assumirá a presidência do país no ano que vem. Dá só uma olhada em alguns pontos altos da carta que a musa do Fifth Harmony escreveu:

“Suas palavras não valem nada, porque suas ações destruíram todo progresso social que fizemos como nação. (…) Ele se tornou o campeão de vocês, porque falou aquilo que vocês queriam ouvir: que são superiores ao resto de nós (…) Vocês querem transformar a América em um lugar onde os seres humanos ao seu redor vão sentir medo de serem eles mesmos e viver e amar livremente? (…) E eu afirmo que o Deus que eu conheço é um Deus de amor e não de intolerância, julgamento ou ódio. E eu sei disso porque fui criada em uma casa Católica e estudei em uma escola católica por toda minha vida. (…) Eu sou uma mulher bissexual cubano-americana e tenho muito orgulho disso. Tenho orgulho em fazer parte de uma comunidade que propaga o amor, educação e que ajuda uns aos outros. (…) Tenho orgulho de sentir meus sentimentos e posso até ser chamada de “puta” ou “problemática” por falar o que penso da mesma maneira que qualquer homem faria e seria admirado e respeitado por isso. Porém, irei estender a mão cheia de compaixão para qualquer pessoa que me rotule dessa forma. (…) Não estamos “reclamando” porque nossa candidata não ganhou. (…) Estamos apenas fazendo com que vocês nos ouçam, não importa o quanto iremos incomodar, nós EXISTIMOS.”
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Lauren e Lucy se beijando no casamento de Erik, tio da cantora.

Nesse momento, a única coisa que nós podemos fazer é lotar nossa querida Lolo de amor e carinho em suas redes sociais, pois em momentos como esses, o apoio daqueles que nos ama é essencial. Vale lembrar que em menos de um mês ela desembarca em nosso país com as outras quatro meninas para um show fechado no Fun Pop Fun Festival. E se você quiser ler a carta completa, ela está disponível e traduzida abaixo:

Para cada eleitor do Trump que tenta dizer que votar nele não significa que você é racista, homofobico, sexista, xenofóbico… Babacas! Vocês só gostam da maneira que ele não se importa com as pessoas e porque ele diz o que ele quer. Dizem que ele não era político e, por isso, não teve dinheiro de propina e corrupção durante sua campanha…
Isso é para vocês:
Suas palavras não valem nada, porque suas ações destruíram todo progresso social que fizemos como nação. Vocês, com ignorância pura, recusaram-se a entender o modo como o mundo e o Governo trabalham, permitindo que um empresário com sede de poder assumisse a presidência dos EUA. “A terra do livre, o lar do corajoso, sob Deus, indivisível, com liberdade e justiça para TODOS.” [trecho do hino nacional norte-americano].
Vocês são HIPÓCRITAS.
O processo de restauração da América está estagnado. Vocês votaram em uma pessoa que construiu, durante 18 meses, uma campanha baseada em seu ódio. Ele manipulou vocês com facilidade, falando coisas que atingiram a maneira que vocês encaravam o mundo “politicamente correto”. Ele se tornou o campeão de vocês, porque falou aquilo que vocês queriam ouvir: que são superiores ao resto de nós [imigrantes]. (Assim como Hitler fez na Alemanha antes do Holocausto! É só ler a autobiografia dele: Mein Kampf).
Esse mundo “politicamente correto” que criamos é apenas o mundo com “etiqueta social”, onde estamos eliminando o racismo e explicando o feminismo com uma crescente noção de fazer as mulheres perceberem sua beleza e direito de serem tratadas como seres completos e complexos que são assim como os homens (que precisam de MUITO trabalho, considerando como as mulheres americanas, especialmente as brancas, votaram neste homem que menosprezou sua própria existência, chegando ao ponto de abrir a boca para xingar Hillary durante a campanha), onde tivemos de criar vários rótulos para ajudar as pessoas que não se encaixam no molde “cis heterossexual” a se sentirem válidos em um mundo onde a consciência estreita de espírito fez com que eles se sentissem inválidos e invisíveis por muito tempo. Esse é o comportamento “politicamente correto” de que vocês querem se livrar? Vocês querem transformar a América em um lugar onde os seres humanos ao seu redor vão sentir medo de serem eles mesmos e viver e amar livremente?
Além do quão egoísta isso é, isso é bem “não parecido com Cristo”, porque Deus está assistindo e ele conhece os corações de vocês e está ciente da verdadeira razão que você escolheu um ser humano desses [Trump] para governar o país mais poderoso do mundo. E eu afirmo que o Deus que eu conheço é um Deus de amor e não de intolerância, julgamento ou ódio. E eu sei disso porque fui criada em uma casa Católica e estudei em uma escola católica por toda minha vida. A ÚNICA razão é a incapacidade de vocês em aceitar o mundo ao seu redor. Vocês escolhem o ódio. Seus corações escolheram separar vocês enquanto o único ser superior em existência no Universo inteiro é muito maior que vocês.
Nossa “correção política” que o campeão de vocês, Donald Trump, ignorou tão descaradamente em sua campanha, e agora com a nomeação dos membros e funcionários de seu governo, é a linguagem que temos trabalho incansavelmente para estabelecer segurança neste mundo que nunca para, lembrando que somos minorias. Eu sou uma mulher bissexual cubano-americana e tenho muito orgulho disso. Tenho orgulho em fazer parte de uma comunidade que propaga o amor, educação e que ajuda uns aos outros. Tenho orgulho de ser a neta e filha de imigrantes que foram corajosos o suficiente para deixar suas casas e chegar a um lugar totalmente diferente, com uma língua e cultura diferentes e mergulhar sem medo para começar uma vida melhor para suas famílias.
Tenho orgulho em ser uma mulher. Orgulho de que o órgão sexual entre minhas pernas fornece força e resistência em mim que só outras mulheres podem sentir. Que as curvas do meu corpo permitem criar vida dentro de mim. Que toda minha vida está cheia de problemas e dúvidas por pessoas que questionam minha inteligência e meu potencial artístico e minha expressão e minha virtude e honra, porque sou mulher demais. Tenho orgulho de provar que eles estão errados. Tenho orgulho de precisar trabalhar ainda mais por isso. Fui criada para sentir que posso fazer qualquer coisa, e eu sempre vou acreditar nisso. Tenho orgulho de sentir meus sentimentos e posso até ser chamada de “puta” ou “problemática” por falar o que penso da mesma maneira que qualquer homem faria e seria admirado e respeitado por isso. Porém, irei estender a mão cheia de compaixão para qualquer pessoa que me rotule dessa forma.
Também sei que na minha luta, por ser mulher, sou muito privilegiada. Nasci com a pele mais clara e olhos verdes (graças ao DNA) e assim, na visão deles, eu sou branca. Eu experimentei esse privilégio que meus genes me deram e eu continuarei a falar em nome das mulheres em todo o mundo e em nosso próprio país que não experimentaram uma fração desse desrespeito por causa da cor de sua pela ou pelo que escolhem para vestir, ou como seu cabelo está, ou a maquiagem ou qualquer outro absurdo a que nós, mulheres, somos reduzidas.
É muito desanimador para mim ver tantas mulheres bonitas que não ideia do potencial que possuem. Esta eleição trouxe à tona a quantidade de mulheres que não conseguem ver isso. Nós falhamos como nação. Somos exemplo para o mundo e falhamos com quem estava nos observando com a esperança de que não permitíssemos que o ódio vencesse. Tenho tido o privilégio de estar em um grupo que me permitiu ver o mundo a partir de uma simples perspectiva. Uma perspectiva que muitas pessoas não tem a oportunidade de observar.
Se eu pudesse dizer a cada apoiador de Trump duas coisas, seria para viajar e ler um livro de história. Olhem além de vocês mesmos, olhem quão mesquinhos vocês parecem quando perceberem que não somos os únicos. Percebam que sua pele branca é resultado da imigração europeia e que os verdadeiros “americanos” são os nativos americanos, os povos indígenas que habitaram essa terra antes que os navegadores chegassem de outros lugares (Inglaterra, França, Itália, Espanha) e os matassem quase por completo. Nenhum de nós pertencemos a esse lugar, mas todos merecemos o direito de nos sentir seguros e viver nossas vidas em paz. Para se preocupar com a possibilidade de ser assassinada, espancada, estuprada ou emocionalmente abusada porque nossa existência e escolhas “perturbam os outros”. Esse é o mundo que o Trump promove. Esta é a divisão que vem aumentando desde o início da campanha dele. Nós não somos mais indivisíveis. Estamos unidos em dois lados diferentes: o amor e o ódio. Não estamos “reclamando” porque nossa candidata [Hillary] não ganhou. Estamos gritando e protestando contra a polícia e pessoas que ameaçam nossa vida e segurança. Estamos apenas fazendo com que vocês nos ouçam, não importa o quanto iremos incomodar, nós EXISTIMOS.

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