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Ed Sheeran

Ed Sheeran revela quando irá parar com a sua carreira (pública) de músico

Que o Ed Sheeran é talentosíssimo todo mundo sabe. Todo mundo também sabe que ele tem muito sucesso com sua carreira, já que o álbum “Multiply” deu ao cantor um hit estrondoso mundo afora, e agora com o álbum “Divide” não deverá ser diferente.

Porém, nem tudo que é bom dura pra sempre, e a carreira de Ed provavelmente já tem data de validade. Acontece que, em recente entrevista, o músico de “Shape Of You” – que ficou 1 ano em hiatus – revelou ter planos para uma pausa definitiva em sua carreira. Ele também revelou ter mais 7 álbuns planejados (wow) e muita coisa bacana!

Os lindos do Ed Sheeran Brasil traduziram a entrevista que o cantor deu para a rádio Zach Sang Show com todas essas infos quentinhas sobre o futuro do hitmaker de “Thinking Out Loud”, que você pode conferir logo abaixo:

Olá, Ed Sheeran, como você está?
Eu estou bem, estou bem. Essa é a terceira última entrevista do dia, o que é legal. É muito bom falar com você, cara.

É uma honra conversar com você. Temos que perguntar: onde diabos você esteve no último ano?
Tive algumas experiências. Eu fui para a Islândia, Gana, Japão, Fiji, Austrália, Nova Zelândia. Fiquei um pouco em Nova York, um pouco na Itália, um pouco na Irlanda.

A cultura que você assimilou nessas viagens, como você documentou? Quero dizer, deve ter sido inspirador.
Eu comecei a escrever um diário, o que é muito “século XVII”, mas é bom. Acho que eu precisava de um tempo para recarregar as energias.

As músicas “Shape Of You” e “Castle On The Hill” foram criadas durante essas viagens? Onde foi, você se lembra?
“Shape Of You” foi escrita há cerca de um mês. Foi acrescentada no fim, eu a finalizei literalmente há uma semana. Então, foi uma adição tardia. Mas a inspiração para ela, eu não tinha nenhuma canção com caráter sexual no álbum e acho que era necessário.

Canções com caráter sexual não são muito comuns no seu repertório. Há muita paixão em “Shape Of You”, sobre quem ela foi escrita? Quero dizer, em que você estava pensando enquanto estava descrevendo uma pessoa?
Eu queria escrever uma música de admiração à forma feminina, ao invés de uma forma específica. Ao invés de escrever uma música dizendo “você é linda” e tal, optei por “estou apaixonado pela sua forma”. Não sei, fez sentido na minha cabeça e parece que as pessoas estão gostando.

“Castle On The Hill”. Essa música é sobre – me corrija se estiver errado – o lar, de modo geral, a ideia de lar.
Sim, mas ela é um pouco ambígua. Porque ela literalmente é sobre a minha cidade natal, que fica no meio do nada, ninguém nunca visita e eu queria escrever uma música em admiração porque ela é linda.

Com qual frequência você pensa em casa?
Eu moro lá agora, comprei uma casa lá. Então, felizmente, posso passar a maior parte do meu tempo lá.

Isso é incrível. Isso é muito bom. Quero dizer, demanda muito tempo viajando, certo?
Sim, mas vale a pena. Eu posso acordar e ver um campo, ao invés de acordar e ver um prédio.

Você não gosta da fama que acompanha todo o sucesso? Porque em “Castle On The Hill” parece que você sente falta de tempos mais simples.
Eu ainda sou uma pessoa muito simples, de qualquer forma, então ainda vivo em tempos simples. Você só precisa encontrar uma maneira de lidar com a fama à sua própria maneira. E a razão pela qual fiz a pausa, foi porque não teria que lidar com ela [fama], então eu não estava gostando, de fato. Mas agora que recarreguei minhas energias, pensei sobre o porquê de eu estar na indústria da música e voltei com uma visão bastante diferente, eu não me importo. Sou muito grato pelas pessoas amarem a música que eu faço, isso é bom.

E por que você acha que está na indústria da música? Por que você a suporta?
Para tocar ao vivo e precisei ficar um ano sem tocar para perceber isso. Comecei a ficar chateado e a me perguntar: “Por que estou chateado?” “Ah é, não faço um show há um ano”. É essa energia, é como se fosse um droga, você vicia. É por isso que o Bob Dylan faz shows continuamente; essa é a droga dele.

Você consegue descrever o sentimento de sair do palco após um show excelente? Após um Madison Square Garden lotado?
O sentimento de sair do palco é meio tanto faz, o que vou fazer em seguida. Mas o que sinto quando estou subindo no palco é como se você bebesse 14 latas de Red Bull. Mas não de uma forma distorcida e paranoica, mas uma sensação de euforia, uma grande descarga de adrenalina.

Você faria uma turnê com uma banda ou não gosta da ideia?
Não gosto no momento, porque sou jovem o suficiente e ousado o suficiente para pular sobre caixas e entreter o público. Mas acho que assim que eu quebrar o meu quadril ou algo assim, vou começar a pensar.

Então por volta dos 35 anos.
É, nunca se sabe.

Então, o MSG. Você estipulou metas? Queria fazer estádios em algum momento?
Eu já fiz shows em estádios dos EUA, fiz seis. O maior foi o de Foxboro, o Gillette.

Me sinto uma merda, desculpa.
Eu vendi tudo!

Desculpa, eu vi o seu show no MSG. Desculpa, desculpa.
Está tudo bem, cara, tudo bem. Outro objetivo seria fazer show no Estádio do Giants, não fiz algo assim ainda. Mas não se preocupe, cara, ninguém realmente sabe sobre o show de Boston. Ele aconteceu no fim da turnê, não foi muito divulgado. Mas aconteceu, o Chris Martin foi e cantamos “Yellow” juntos.

Como você mede o sucesso agora na sua vida? É difícil ter noção, já que você conquistou tanto?
Eu acho que sucesso é eu e toda a minha família; não acontece de pensarmos “eu quero fazer isso” e não podermos. Esse é o meu sucesso, eu acho. Se eu quiser ir para a Islândia e levar os meus pais, ou algo assim. É só que o sucesso para mim retirou a preocupação das coisas. Poderia não ser saudável, mas no momento é algo bacana.

Deve ser um sentimento libertador para você e a sua família. Isso acontece pela primeira vez em muito tempo.
Sim, acho que sim. Mas eu definitivamente não quero me esquecer de como era antes. Porque eu acho que eu, meus pais e meus amigos ficaríamos um pouco descontrolados, eu acho. Você não quer chegar ao ponto em que viajar o tempo todo é normal.

Quando você se afastou em dezembro de 2015, você disse que o próximo álbum seria a melhor coisa que você já fez. Então, quanto do álbum já havia sido feito naquele momento?
50%. Depois fiz mais 50%, mas não se encaixou e eliminei. Daí, fiz mais 50% e acabei. Mas quando escrevi aquele tweet, eu já tinha feito “Castle On The Hill” e alguns outros singles que serão lançados em breve.

Você escreve letras de músicas em seus diários ou você só documenta histórias e depois cria daí? Como isso funciona pra você?
Não, eu não escrevo muito as letras. Eu sei que todos os rappers dizem isso, que não escrevem as letras, mas é muito fácil simplesmente ir a um estúdio e criar versos, um por um. Isso é o que eu faço também. O Jay-Z cria todo o rap em sua mente e depois finaliza. Mas eu gosto de ficar no estúdio, criando os versos, um por um, quando soa legal. Isso é normal, eu acho.

Sob a perspectiva de um fã da música, é bom ter a chance de ver como os outros grandes artistas criam? Quero dizer, você sempre está cercado por músicos incríveis, você deve adquirir conhecimento e histórias só por estar perto.
Eu ouvi uma história muito bacana sobre o Eminem e o Kendrick Lamar. Eminem soube que o Kendrick era o melhor rapper e o convidou paro o estúdio para fazerem uma música. Kendrick foi com seus amigos e o Eminem disse: “Eu quero só você no estúdio, você sozinho. Depois o meu engenheiro de som irá entrar e gravar, mas os seus amigos não estão autorizados.” Kendrick fez isso, escreveu e todos foram ouvir. E o Eminem disse que havia feito isso para testar o Kendrick porque havia ouvido dizer que um escritor fantasma escrevia para ele. E o Eminem então percebeu que não e disse que ele [Kendrick] era o melhor, o que é bem legal, eu acho.

Uau, essa é uma tática muito boa.
Rick Rubin, quem fez o meu segundo álbum e o álbum do Eminem, foi quem me contou essa história.

Quando você entra em um estúdio com alguém, o que escuta deles? Ou você entra sem conhecimento algum? Como funciona quando você trabalha com alguém?
Normalmente, eu só entro num estúdio com alguém quando gosto do que a pessoa faz. Acho que quando eu estou trabalhando com alguém… Eu não sei! Eu não sei quando foi a última vez que isso aconteceu, não faço isso há algum tempo.

Você trabalhou com algum outro artista nesse álbum? Porque você é muito fã de hip hop.
O John Mayer fez um solo, não-creditado, porque eu fiz um solo muito ruim em uma música e pensei: “Aposto que o John Mayer pode fazer melhor.” Então, enviei um e-mail e ele fez bem melhor.

Isso é ótimo. Ed Sheeran, obrigado por tirar um tempo para conversar conosco, significa muito.
Muito obrigado, foi legal.

Mais uma pergunta. Eu vejo muitas pessoas online perguntando como você irá chamar seus álbuns quando não tiver mais sinais matemáticos. Você já pensou nisso?
Eu não planejo nomear todos eles com símbolos matemáticos, mas sim, eu pensei nisso e tenho outros cinco que estão por vir. Eu tenho mais dois símbolos matemáticos e depois mais cinco coisas diferentes.

Então, há mais cinco álbuns do Ed Sheeran? Ótimo!
Sete, há mais sete álbuns. E depois eu vou parar.

Nesse ponto você estará bem mais velho, você planeja continuar para sempre? Ou você pensou em uma idade para poder parar?
Eu acho que o tempo na minha vida que eu gostaria de parar, seria para filhos. Eu gostaria de ver os meus filhos crescerem. E depois quando eles tiverem, 14, 15, 16 anos e não quiserem mais o pai por perto porque ele não é legal, aí seria quando eu recomeçaria.

Ed Sheeran, obrigada pelo seu tempo. Significa muito, obrigado.
Obrigado.

Parabéns pelos incríveis lançamentos. É sério, você é um dos melhores contadores de histórias dessa geração, você povoa o mundo com ótimas músicas e isso significa muito. Obrigado.
Muito obrigado, isso é algo muito bacana de se dizer, obrigado.

Tradução e adaptação: Fernanda – Equipe ESBR

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