Troye Sivan é o retrato da nova geração ligada ao auto-conhecimento

Precisamos falar sobre Troye Sivan. Você, provavelmente deve conhecer o cantor pela suas parcerias com Ariana Grande, com quem gravou seu single de maior sucesso, Dance To This), Lauv, sua parceria que retrata estar cansado de amores em ‘I’m so tired…’ e até mesmo Alessia Cara, com o single ‘Wild’. O cantor australiano de 23 anos, é o retrato de uma geração cada vez mais ligada às mudanças relevantes do mundo, seja se declarando sobre sua sexualidade ou escrevendo músicas de amor e experiências.

Em seu mais recente álbum, Bloom, Troye resolveu explorar o seu lado mais pessoal e único em letras cantadas através de melodias dançantes e românticas. “O objetivo era captar o que estava acontecendo na minha vida. Bloom é sobre o amor, é sobre se sentir confortável e feliz.” 

Luta contra a ‘masculinidade toxíca’

Mas Sivan vai muito além disso. Usando sua voz para ajudar, o cantor mostra a sua sensibilidade, uma ‘masculinidade não tóxica’ ao pop. Troye mostra a importância de falar assuntos, que infelizmente, são tabus. Diferente de muitos outros artistas, o australiano mostra não se encaixar em qualquer padrão de comportamento e de imagem, levando em conta a sua liberdade. Recentemente em uma entrevista, o cantor mostrou fazer parte de uma grande jornada pessoal a tentativa de se forçar a fazer o que eu queria de verdade, deixando sua música seguir meu coração e seu meu corpo. O álbum ‘Bloom’ é a reflexão disso.

Igualdade

Uma pesquisa feita entre pessoas de 25 há 50 anos, acreditam que o número de homossexuais assumidos se dá ao fato de estarmos em uma sociedade mais liberal, levando todos a “quererem” ser um. Troye, que antes era youtuber, se assumiu as 18 anos e conseguiu lembrar ao telespectador que o preconceito – focado contra a comunidade LGBTQI+ – não é algo atual, mas sim bem antigo e ainda muito presente na educação. A luta pela igualdade de escolhas acontece há anos, e pessoas com uma orientação diferente da sua e da minha existem e tudo o que eles querem é viver e mostrar a sua forma de amor, apenas isso, não há males nisso.

Não há mal algum escrever sobre amor, sexo e auto-conhecimento

Bloom é a representação de temas singulares vividos na vida pessoal de Troye. O amor e o sexo na juventude é retratado com a urgência com que o romance adolescente é sentido, de forma curiosa e estranha. O álbum conta a história atual do cantor, dividida em capítulos, como a parceria com Ariana Grande, ‘Dance To This’, que extrai o divertimento da intimidade de um casal que prefere ficar em casa e dançar na cozinha do que ir à uma festa, ou as imperfeições em um parceiro de Postcard’, a impressão de que um relacionamento não tem futuro de ‘Plum’, o retrato natural de sua sexualidade na arte e a forma de se entregar a pessoa que você ama em ‘Animal’.

O cantor não leva o fato da homossexualidade, mas sim pela escolha de tratar de descobertas pessoais em suas músicas, explorando seu lado artístico a partir de suas experiências com naturalidade, e consegue criar canções com uma representatividade natural. Fugindo do clichê.

Lute pela liberdade e não se esconda, mostre ser você mesmo

Em seu primeiro álbum ‘Blue Neighborhood’, lançando em 2015, Troye criou uma narrativa dividida em três partes, que conta a história de amor entre dois amigos de infância que acabam se apaixonando, mas é interrompida quando o pai de um deles descobre. Em explicação, foi uma fase bastante importante para o cantor, que decidiu se assumir gay logo após o lançamento.

Sivan revelou que o Youtube o ajudou a se declarar ao mundo como gay, e desde então, mostra não ter medo de ser quem exatamente quem ele deve ser e é. Troye une sua voz para empoderar a minoria que precisam de vozes que assumam a bronca e coragem, mesmo que de forma poética e suave. ‘Blue Neighborhood’ é o espelho disso.

Músicas como ‘HEAVEN’ que aborda diretamente medos e inseguranças de um homossexual, se sentindo reprimido e incapaz de ser o que ele é de verdade: “Sem perder uma parte de mim, como chego ao céu?” TOO GOOD’, que apresenta uma pessoa que é boa demais para ser dele, afogando sua dor em bebidas e ‘LOST BOY’, comparando os primeiros amores e a vulnerabilidade da adolescência aos garotos da história, que mesmo estando perdidos, não querem ser encontrados. Já ‘Bloom’, para a geração de hoje, em questões de ousadia e libertação.

Lembrando que Troye Sivan se apresentará dia 05 de abril no Lollapalooza e caso você ainda não tenha ingresso, eles estão à venda através do site da Tickets For Fun. Para conferir mais informações sobre os shows do Troye e sobre todas as outras atrações do festival, basta clicar aqui acessar o site do Lollapalooza Brasil que está completíssimo com tudo que você precisa saber.

André Luiz Freitas

23 anos, viciado em músicas, séries, filmes e shows! Instagram: @andreluizfreitas_

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