CRÍTICA: “Aladdin” supera todas as expectativas e traz algo mágico, poderoso e empoderado

Mais uma vez, a Disney conseguiu tirar suspiros e choros dos fãs. Aladdin é sem dúvida uma das maiores criações do estúdio. O filme funciona pela animação, inclusive as músicas.

A história e a essência continuam a mesma, mas os pequenos detalhes que foram adicionados no mundo live-action surpreendeu a todos.

Com direito a três desejos, Aladdin precisará de ajuda para conquistar a princesa Jasmine (Naomi Scott) e deter os planos do maligno conselheiro real Jafar (Marwan Kenzari).

Guy Ritchie fugiu de tudo o que os fãs esperaram, e conseguiu prender todos, como a animação fez com milhares de outros pequenos ao redor do mundo. O longa me encantou tanto, era como se eu nunca tivessem visto a história de Aladdin e Jasmine.

Um tapete mágico capaz de transportar aos lugares mais lindos, além da companhia de um gênio bem humorado para realizar o que pudesse ser imaginado, eram os componentes fantásticos do filme que, confesso, me encantou e me fez brilhar os olhos.

Aladdin

Reprodução/Walt Disney Studios

Mena Massoud interpreta o personagem-título, um moleque de rua com cabelo bonito que se apaixona pela princesa de espírito livre. O resultado de Massoud rivalize muito bem com “Mogli – O menino lobo” (2016), mas não deixou de conquistar até o último minuto do filme. Ele entrega uma malícia sacana que agrega personalidade ao papel.

Jasmine

Reprodução/Walt Disney Studios

No começo, eu não estava muito empolgado com a escolha dos atores, a única que havia me conquistado é era Naomi Scott. Apesar de Aladdin viver nas Árabias e a atriz ser indiana, não atrapalharia em nada.

Do inicio ao fim, Naomi mostrou ser a escolha perfeita para viver a princesa. Ao invés de imitar a princesa de Agrabah, ela honrou a personagem e trouxe o sentimento de luta que a princesa empoderada mostra.

Mais um ponto para destacar: os estúdios mostram um lado mais humano e equilibrado de Jasmine. Com um enredo novo – mas não perdendo a sensação de nostalgia – o diretor criou novos laços para nos apaixonarmos novamente pela princesa.

A mudança da princesa é marcada por “Speechless”. Na música, você consegue sentir o que  realmente representa o amor para Jasmine e o que ela procura. Ela se abre, encontra sua voz e se posiciona diante daquilo que acredita e luta por isso. É poderoso, ela dá tudo o que você quer e espera.

Gênio

Reprodução/Walt Disney Studios

Chegou a vez de falar sobre Will Smith. O ator fez um trabalho impressionante como o novo Gênio, mas infelizmente, ninguém conseguirá superar Robin Williams, mas não deixa de impressionar.

Até Smith reconheceu seus maiores riscos ao interpretar o personagem, ao tentar colocar o ator em situações nas quais Robin era mestre, como as mudanças constantes de personalidades.

Will conseguiu trazer o ‘Gênio da lâmpada’ que tanto amamos; Ele é engraçado, contagiante, atrapalhado e traz exatamente aquilo que Williams trouxe, apesar da sua cabeça ficar estranha em um corpo azul.

Jafar

Reprodução/Walt Disney Studios

Único lado negativo do live-action é com certeza a escolha do vilão Jafar. O personagem é a parte mais divertida (e icônica) de Aladdin. O sumo-sultão é dramático, megalomaníaco e exagerado, e Marwan Kenzari não mostrou isso. Ele levou Jafar para um lado real, comum e normal. Seu visual não chamou a atenção e sua voz é drasticamente diferente da utilizada no filme original. Existe momentos em que Marwan mostrou ser um grande vilão, mas não roubou a cena como muitos esperavam.

Abu, Rajah e Iago

Reprodução/Walt Disney Studios

Abu, o macaco, Rajah, o tigre de Bengala e Iago, o papagaio, não ficaram de fora. O tapete voador e outros animais nas cenas são feitos com computação gráfica, mas os detalhes são pra lá de perfeitos, o que me entristeceu foi as poucas falas de Iago, ajudante de Jafar, mas Abu e Rajah marcaram presença no filme inteiro, trazendo a sensação de nostalgia.

Dalia

Reprodução/Walt Disney Studios

Jasmine tem uma serva, Dalia, interpretada pela Nasim Pedrad. Durante a narração, ele foi muito importante. De início, achei estranho, mas ela ter uma amiga foi uma boa escolha. Na animação ela poderia ser uma personagem feminina primordial.

Aladdin estreia nos cinemas no dia 23 de maio. Você pode adquirir os ingressos na pré-venda.

André Luiz Freitas

21 anos, paulista, viciado em músicas, séries, filmes e shows de artistas pop. Instagram: @andrluizfreitas

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