Por que precisamos falar sobre Tiago Iorc?

É engraçado, sempre escrevo pra vocês, mas nunca tinha me vindo a vontade de escrever algo tão pessoal assim. Escrevo sobre música quase toda semana, mas nunca tinha me apresentado devidamente. Oi, me chamo Talita, sou editora aqui do Febre e também responsável pelo projeto Na Mira que vocês tanto amam! Venho hoje aqui por um motivo especial: nós precisamos falar sobre Tiago Iorc.

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Não só sobre sua volta que parou a internet no dia 05 de maio. Nós temos que falar sobre ele num todo. Eu conheci Tiago (super íntimos, quem me dera!) nas comunidades do Orkut nos anos 2000! Desde adolescente tenho a mania de procurar novos cantores pela internet. Hoje tudo é muito fácil, com o Spotify nos mostrando a todo tempo o que tá rolando de bom por aí.

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Antigamente, era entrando em comunidades e conhecendo artistas relacionados que a gente conseguia chegar a algum lugar. Não veio só Tiago, veio Matt Wartz, Teddy Geiger, James Mraz, entre muitos outros que seguiam o mesmo estilo.

Não foi difícil não me encantar com a voz daquele garoto, na época,  não devia ter nem 20 anos. Assim como muita gente, Nothing But a Song foi uma das primeiras a rodar pelas redes. Mas lembro que a que me pegou logo de cara foi Scared e um cover impecável de My Girl, dos The Temptations.

Logo ele foi parar na trilha sonora da Malhação e ficou um pouco mais conhecido. Foi aí que eu descobri que esse moço era brasileiro e que vivia nos Estados Unidos. Fiquei CHO-CA-DA, porque o inglês dele era muito melhor do que artistas gringos. Pensava eu: ué, por que não canta em português?

Enfim.

Agora que vocês sabem como eu “conheci” o moço, devem estar pensando, “ok, mas por que temos que saber tudo isso?”. É só pra ter certeza de que o que eu vou dizer nas próximas linhas me faz uma “autoridade” no meu amor e admiração por Tiago.

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É que desde do seu “renascimento das cinzas”, não consigo tirar “Reconstrução” dos meus fones de ouvido e Tiago da cabeça. Precisava escrever, simples assim!  Eu só quero falar de Tiago Iorc e de como esse álbum  na minha humilde opinião já pode ganhar o melhor do ano.

O mais bizarro é que eu simplesmente dei um tempo de Tiago, assim como ele do público. Escutei na semana da estreia, sem saber absolutamente nada sobre o lançamento. Parece que ele sabia que estávamos precisando dele.

Acho que tudo foi uma construção, sabe? Desde “Troco Likes”, em 2015, sinto que Tiago trilhou um caminho no mercado nacional de que ninguém mais o tira, artisticamente falando mesmo. Ver uma artista que a gente ama evoluir tanto assim é o melhor presente que uma fã pode ter!

Pra quem não sabe, Tiago sempre dirigiu seus clipes e pensou artisticamente como um todo, trabalhando sempre em cada detalhe. Mesmo quando chamava alguém pra dirigir um clipe, por exemplo, ele o fazia junto com o diretor. Acho que é coisa de sagitariano mesmo, sabe? Inclusive temos o mesmo signo e Vênus que é em escorpião! haha.

Tiago Iorc

Pra uma fã raiz como eu que via Tiago tocando de forma tímida seu violão, ver ele 11 anos depois ganhar tanto o mercado simplesmente por que suas obras são impecáveis é um presente que nenhum dinheiro paga. Ele ainda continua tocando seu violão timidamente, mas com tanto mais segurança e espaço, que hoje, o que mais quero ver é Tiago ao vivo de novo.

Tiago Iorc (show)

Pra mim, “Reconstrução” foi totalmente pensado. Ele sumir por um ano e quase cinco meses prova que ele não sumiu por contradição a mensagem de “Troco Likes”. Pra quem não lembra, ele postou um texto dizendo que precisava dar um tempo dessa geração “instagramavel”.

Troco Likes nasceu da vontade de falar sobre essa geração em que trocar likes é mais importante do que estar presente. Muitos músicos dão pequenas pausas na carreira, mas continuam ai aparecendo na mídia.  A diferença é que como bom sagitariano, Tiago pontuou que iria desaparecer por um tempo. Fechar o ciclo Troco Likes, que durou um pouco mais de 2 anos.

Tiago Iorc

O que eu tenho a dizer é que seu sumiço foi exatamente pra se limpar disso e se reconstruir, – mas nem tanto. No audiovisual, Troco Likes”, gravado em Curitiba, em 2017, Tiago contou sobre a necessidade de se conectar com o palco e do quanto a música muda a vida das pessoas.Do quanto a música trazia experiência pra pessoas, veio até daí a ideia do plano sequência ser o norte pra gravação do audiovisual.

Como bom sagitariano, Tiago sumiu pra compor. Queria fazer algo que jamais tinha feito e eu não acho que ele sabia disso. Confesso que quando ele sumiu, achei que não ia voltar como o mesmo Tiago. Achei que iria cortar os cabelos e escrever um outro tipo de música e até mesmo fazer um outro som. Eu vivi um mini luto por esse tempo todo e até uma raivinha sabe? Quem nunca, né? haha

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Por isso que temos que falar sobre Tiago Iorc, pois ” Reconstrução” não tem nada que me incomoda. Todas as músicas têm um significado importante para um processo de se reconstruir. Parece que Tiago nos permitiu sentir um pouco do que ele viveu nesses últimos meses. Sem a história do casal, eu acho haha. Na verdade, o casal nos clipes remete as relação como um todo, seja amorosa ou de amizade. Acho que a mensagem mais importante é que ele quis contextualizar o momento de cada coisa.

Em “Fuzuê”, por exemplo, você consegue se ver claramente em alguma situação com um crush em que o lance é indefinido. “Tangerina” fala sobre se apaixonar! Se olharmos de perto, “Laços”, fala sobre amor-próprio. “Nessa Paz Eu Vou”, fala sobre amores leves. “Bilhetes” é uma nota pra si mesmo, do quanto os dias podem ser difíceis, se cobrar e até mesmo sobre ansiedade.

“Sei” segue pelo mesmo caminho, mas conta uma história,  sobre se perder. Acho que essa música é a mais pessoal e arrisco dizer que foi a primeira a ser composta. Parece um desabafo de Tiago sobre tudo o que viveu. “Me Tira Pra Dançar” é uma valsa deliciosa sobre ser feliz, sem hora, sem lugar.

“Tua Caramassa” fala sobre como o amor da sua vida pode ser alguém extremamente comum. “A Vida Não Cansa” fala sobre o fim de um amor e de como a vida pode dar na nossa cara por ter que continuar. “Hoje Eu Lembrei do Teu Amor” fala sobre gratidão!

“Faz” é uma continuação de Fuzuê, com uma pitada extremamente sexual que eu AMEI. Essa música fala sobre pessoas sexualmente atraídas. “Deitada Nessa Cama” é um convite aberto ao corpo nú de quem amamos. Um convite a despir a alma. “Desconstrução”, por sua vez, é a música mais delicada do álbum. Uma crítica aberta a quem se expõe na internet como forma de chamar atenção.

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Esse álbum visual ganha esse nome pela riqueza de momentos que merecem atenção. Tiago não lançou um single, por que acho que quis deixar pra nos mesmos tomarmos a decisão de qual música faz mais parte da nossa reconstrução.

Os clipes são sensíveis, cuidadosos e cheios de detalhes. Tiago os dirigiu junto com o diretor de fotografia, Rafael Trindade. Temos que falar sobre Tiago Iorc, pois valeu a pena esperar um ano e cinco meses por uma notícia tão boa quanto essa. Ler as mensagens nos clipes e nas letras de sua novas músicas e saber que um artista completo como Tiago está vivíssimo e pronto pra nos impressionar.

E você, gostou?

 

Talita de Alencar

30, editora e fotógrafa do Na Mira!

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