CRÍTICA: “Toy Story 4” acerta ao repetir sua fórmula com nostalgia e novas aventuras

Por Alexandre Arcari

Se você gosta da franquia, deve estar na expectativa de um filme que tenha tudo que “Toy Story” tem de melhor: muitas aventuras com as famosas acrobacias dos brinquedos para “salvar o dia” e momentos de tensão seguidos por muita emoção com aquele quentinho nostálgico – afinal, todos nós tivemos lembranças especiais com nossos brinquedos que até hoje nos deixam com os olhos marejados. Bom, “Toy Story 4” cumpre o seu papel e entrega tudo isso.

A história começa com o Woody, Buzz Lightyear e a turma toda resgatando o carrinho CR de uma enxurrada no quintal da casa do Andy, e de repente nos deparamos com uma despedida dramática do Woody com a Betty, que está sendo doada para outro dono. Ficamos logo de início com o coração partido, imaginando por um instante que eles podem não se encontrar nunca mais.

Aliás, antes de começar o filme já fomos avisados: preparem os lenços!

O roteiro gira em torno do reencontro da Betty com o boneco cowboy. Vamos então para o ponto em que fomos deixados no fim de Toy Story 3: os brinquedos agora são da Bonnie, uma menininha que está entrando no jardim de infância e, muito tímida, tem aquela insegurança de não conseguir nenhum amiguinho.

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Reprodução/Walt Disney Studios

Na famosa hora da brincadeira, o Woody percebe que está sendo deixado de lado. Aí começa um conflito importante para o desenvolvimento do filme, porque o personagem valoriza a “família dos brinquedos” e a importância de sempre ter uma criança para brincar com eles.

Enquanto esse conflito acontece, a Bonnie fabrica um brinquedo na escola e o chama de Garfinho. Como ela não conseguiu nenhum amigo àquele momento, pegou restos de materiais do lixo e fez o seu. Bom, tá aí o personagem mais debochado que você vai amar e odiar.

O Garfinho é um personagem que causa horrores e só dá trabalho para o Woody. E durante essa aventura de correr atrás do brinquedo (ou lixo, pois há toda uma crise de identidade), o cowboy reencontra a Betty, que de pastorinha do abajur passa a ter uma imagem forte, livre e independente.

Ela praticamente carrega o enredo nas costas. Girl Power!

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Reprodução/Walt Disney Studios

E aí somos cada vez mais envolvidos pelo impasse do Woody em preservar o formato tradicional ao qual está acostumado a viver, ou desencanar de tudo para ser um brinquedo livre e fazer o que quiser – assim como sua (amiga?) Betty. Ficamos o tempo todo pensando “AAAA O QUE ELE VAI DECIDIR FAZER DA VIDA?”. Bom, acredito que os roteiristas tenham dado um tiro certeiro dentro da mente dos jovens adultos (como eu) que estão numa fase de decidir o caminho que queremos seguir enquanto a vida passa.

Segurança familiar ou uma grande aventura? O que a gente quer afinal?

Enfim, ao contrário dos filmes anteriores em que temos empatia pelas crianças e o momento que elas passam com os brinquedos, dessa vez somos engajados com a vida dos brinquedos e o jeito como eles lidam com… O futuro?

Confira nossa entrevista com os dubladores de “Toy Story 4”

E, sim, pode esperar MUITAS LÁGRIMAS no final. Um pouquinho menos que o filme anterior, mas ainda assim é “altamente chorável”.

Talvez eu tenha sentido falta dos outros personagens, pois eles têm uma participação muito coadjuvante e quase são esquecidos no desenvolvimento da história. Mas pode ter sido um “mal necessário” em meio a tanta crise existencial. É isso que o filme é: uma sequência de crises existenciais para nós, gente grande. E um entretenimento ultra fofo para as crianças.

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Reprodução/Walt Disney Studios

Mas, se temos uma certeza nessa vida, é que você vai se emocionar bastante em “Toy Story 4”.

Equipe FebreTeen

Webmaster e editor chefe.

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