Lana Condor, Noah Centineo e o machismo naturalizado em Hollywood

Muito se fala sobre o machismo na indústria do cinema, mas, qual o impacto que ele tem sobre a vida das atrizes? E ainda tem mais, e quando essa atriz, além de ser mulher, ela é asiática? Recentemente no Twitter, uma postagem viralizou e nos fez refletir:

Afinal, por que mulheres, principalmente as não-brancas, sempre tem seu papel diminuído? ‘Para Todos os Garotos Que Já Amei’ é um filme, feito pela Netflix e baseado no livro de mesmo nome, escrito por Jenny Han. O filme é recente, foi lançado em 2018 e foi um marco na vida dos atores principais, Lana Condor e Noah Centineo, mas, apenas um deles teve um salto na sua carreira.

Após o lançamento, Noah Centineo viu sua vida mudar de cabeça pra baixo e começou a ser escalado para várias produções como: ‘Sierra Burgees É Uma Looser’, ‘O Date Perfeito’, ‘Swiped’, além das suas próximas participações em mega produções de Hollywood,  além de interpretar o herói ‘He-Man’ no live-action, Noah também estará no remake de ‘As Panteras’. Agora, vocês pensam, quais foram os trabalhos de Lana Condor? A atriz voltou a fazer papeis não-protagonistas e seu mais recente foi na série ‘Deadly Class‘, interpretando Saya. Infelizmente a série do Syfy foi cancelada após o fim da primeira temporada.

E há uma explicação sobre isso: machismo e xenofobia na indústria cinematográfica. Ainda é muito difícil para atrizes de origem asiática terem seu espaço de destaque, e isso fica cada vez mais evidente, até mesmo para Jenny Han, autora dos livros:

“Eu queria escrever uma história romântica, de aquecer o coração, com uma americana asiática no papel principal, afinal por que não? Acho que qualquer tipo de garota pode e deve ser a estrela da sua própria história. Todas as garotas deveriam ver a si mesmas nas histórias que leem, e não apenas como coadjuvantes. Eu sei que eu teria amado esse tipo de livro quando eu era adolescente. Quando eu estava crescendo, eles não existiam. Eu estou honrada de poder escrever essas histórias agora.” disse a autora em entrevista para a Capricho.

Representatividade é a palavra-chave, seja ela qual for, negra, LGBTQ+, asiática, feminina, etc. Quem não gostaria de ver na tela grande do cinema uma pessoa igual a você? Que sofre dos mesmos problemas, passa pelas mesmas experiências e pensa igual a você? Representatividade gera conexão com os personagens, gera maior empatia e o melhor, gera reconhecimento de um semelhante em destaque e o sentimento que você também pode chegar lá.

Esse debate foi inflado quando a atriz, negra, Halle Bailey foi escolhida para interpretar a Princesa Ariel no live-action de “A Pequena Sereia” e gerou burburinho sobre a escolha. Mais uma vez, ressaltamos que a representatividade é importante sim! Se você ainda não tinha pensado sobre o assunto, pare, respire e reflita.

“Para Todos Os Garotos: PS Eu Te Amo” já teve sua data de estreia anunciada e o terceiro filme, “Para Todos Os Garotos: Sempre e Para Sempre, Lara Jean” já está em produção! Esperamos ver Lana Condor em mais filmes e séries <3

Giovanna Santos

19 anos, estudante de Jornalismo e muito apaixonada pelo que faço. Amo músicas, séries e filmes <3 Insta: @gi_cavalcantii

5 Comentários
  1. Eu já pensei nisso assim q q saiu filme. Ficava comparando aquelas premiações e, n via a Lana c nenhuma indicação, enquanto q Noah chovia como ator revelação etc. Daí pensava… Noah é bom ator, mas acho q Lana brilhou mto mais como Lara Jean… sempre achei injusto.

  2. Mas nao tem comparação. Noah ele é diferente, lindo e maravilhoso, talentoso… Agora ela é igual a muitas. Desculpe, mas não acho isso machismo. E outro ponto que o público é mais feminino, e lógico que ele vai aparecer mais nesse tipo de filme. É o que o público (garotas adolescentes) quer ver.

  3. Com todo respeito,
    eu acredito que o “problema” seja bem mais simples de ser explicado. O apelo, interesse e procura de fãs em todos os mercados que giram em torno da mídia são amplamente ocupados pelo público feminino, por tanto homens viram galãs de sucesso, enquanto mocinhas e protagonistas de papeis femininos acabam ficando um pouco para trás, pois homens em geral não ficam obcecados pelas mocinhas, gerando movimento em mídias. Isso pouco tem a ver com a etnia e gênero feminino.

  4. O que é esquecido nessa comparação dos trabalhos do Noah e da Lana é que o Noah trabalha como ator desde criança, lembro dele no Disney Channel em Austin e Ally, assim como a Laura Marano e o Ross Lynch! A Lana fez sua estreia como atriz em X-MEN! E a maioria desses filmes que foram citados o Noah já tinha gravado antes ou simultaneamente com o “Para todos os garotos”, quando se faz esse tipo de comparação vc esquece que ele trabalha a anos no meio! O que ele teve agora foi uma maior exposição que deu a ele o papel no Panteras e talvez o He Man, pq parece que foi suspenso!
    Agora tbm acho que a Lana não pegou tantos papéis como poderia ou deveria, mas comparar não é legal! Na minha opinião!

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