Crítica: ‘Um dia de Chuva em Nova York’ é a aposta clichê adolescente de Woody Allen com Selena Gomez

Bem, após ser rodeado de polêmicas e uma grande chance de cancelamento por conta da antiga história de Woody Allen com Mia Farrow, Um Dia de Chuva em Nova York (A Rainy Day in New York) finalmente chega aos cinemas para a apreciação do público. Apesar da demora e até mesmo a ansiedade por conta dos fãs, o filme entregou uma linda história de amor – e moderna.

Apostando nas atuações de Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome), Elle Fanning (Malévola: Dona do Mal) e o grande retorno de Selena Gomez, o longa entrega uma história confusa e moderna de um casal de jovens universitários. Os protagonistas brilham ao destacar o cinismo de forma carismática, crua, natural e até que admirável.

Em seu 49º projeto, Allen entrega o frescor dos artistas mais promissores do cinema jovem. Diferente dos outros, Woody aparentou buscar admiração em um público adolescente com o seu novo filme. A narrativa apresenta crônicas diárias sobre o comportamento da fase adulta, o começo, e os seus desvios de caráter – descobertas e a curiosidade -, trazendo a sua essência de regadas a ironia e um pouco de sarcasmo.

Superados as expectativas, a nova produção retorna à Manhattan para contar uma história repleta de confusões, casualidades, fortúnios e infortúnios. O que me deixou acom a sensação de um filme teen, o que muita gente ama, entretanto, o diretor realiza um filme divertido e com belos takes de Nova York, entregando a sensação de um romance clássico dos anos 90.

Em uma deliciosa história confusa de encontros e desencontros inesperados, Ashleigh e Gatsby [Timothée e Elle], vão descobrir novos sentidos para as suas vidas e reavaliar suas escolhas atuais para ter o futuro que os protagonistas buscam e merecem, o que chegou a ser surpreendente por conta da reviravolta, um tanto quanto previsível, mas amável.

A trama é contada em apenas um fim de semana e o enredo se constrói a partir da curta viagem do casal do campus universitário no interior do Estado para a capital nova-iorquina nos anos 1960. O clichê da menina do interior na cidade grande e do rapaz rico. Ashleigh tem a maior oportunidade da sua pretensa carreira jornalística: uma entrevista com o prestigiado cineasta Roland Pollard (Liev Schreiber).

Enquanto isso, Gatsby reencontra, de repente, antigos colegas e também a bela e arrogante Chan, vivida por Selena, irmã de uma ex-namorada sua e com quem ele gasta parte do tempo que deveria passar com a sua atual namorada.

André Luiz Freitas

23 anos, viciado em músicas, séries, filmes e shows! Instagram: @andreluizfreitas_

Não há comentários ainda

Comentários

Seu email não será publicado.