Crítica: A Ascensão Skywalker surpreende expectativas para encerramento de um ciclo memorável

J.J. Abrams adiantou na CCXP 2019 o peso da responsabilidade de encerrar uma saga como a de Star Wars, principalmente na hora de suprir as expectativas dos fãs – que são bem leais. E prometeu que, procuraria uma busca de equilíbrio e uma certa grandiosidade para encerrar a série de 42 anos.

Apesar de compreender essa dificuldade, A Ascensão Skywalker conseguiu desapontar o público em algumas ocasiões, porém, surpreendeu à todos com um épico final e encerramento.

Não muito diferente do que havíamos visto no trailer, o final da trilogia gira em torno de Rey (Daisy Ridley) e Bem (Adam Driver), que, ao ceder ao lado sombrio da Força, virou Kylo Ren, o neto de Darth Vader. O que gerou uma grande surpresa, foi o imperador Paladino voltar de forma bruta, em busca de trucidar a resistência com a intenção de rememorar – o que por fim não foi uma grande surpresa, apesar de ter retornado de uma forma muito mais sombria, e claro, segundo o próprio diretor, o maior vilão de todos.

Emocionando todos os admiradores da franquia, J.J. conseguiu produzir cenas de batalhas grandiosas, e por vez, conseguindo superar as expectativas. Estruturalmente, dois terços do filme fazem com que você se sinta na primeira trilogia de George Lucas, onde contava a gênese do herói – Luke Skywalker.

Seguindo a cronologia, virou a segunda, embora feita depois, é sobre a gênese do vilão, Annakin Skywalker, e de como ele vira o temido Vader. A terceira trilogia é sobre a construção de um sobrenome e até então – a ascensão Skywalker. Desde Episódio VII, quando o diretor foi chamado a reformatar a série, depois que George vendeu os direitos da saga para a Disney, havia surgido uma nova heroína, Rey. Ela não tinha sobrenome, mas ninguém duvidava que seria a depositária da Força.

O nono episódio explica tudo e com isso, o público, finalmente entende a importância de Rey, e o segredo por trás do lado escuro. Kylo Ren e ela são como as duas faces da mesma moeda, ambos destroçados interiormente, o que foi uma grande decepção.

Porém, é algo fácil de entender, a Disney está buscando trazer um novo olhar para os vilões, onde não são 100% heróis nem 100% vilões. Por fim, o fim da saga é o questionamento de que a Nova Ordem será vencida e para isso, Rey precisará desvendar o enigma da própria identidade.

O capítulo final é a resposta de grandes dúvidas e despedidas, a aparição de fantasmas, o retorno de velhos guerreiros, e de Leia Organa, particularmente complicado devido à morte de Carrie Fisher. É um grande fecho – intimista, humano, emocionante, memorável, e entrega os efeitos que a saga exige. Um presente para os fãs.

André Luiz Freitas

23 anos, viciado em músicas, séries, filmes e shows! Instagram: @andreluizfreitas_

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