Por que o BLACKPINK é a revolução do K-POP?

O mundo do entretenimento está em constante mudança. É preciso estarmos vendados ou em negação para não querer aceitar que o K-POP se tornou um gênero mundial de grande força no mercado. Inclusive, foi uma das principais revoluções na indústria musical atual. Os fenômenos mundiais BTS, BLACKPINK, Exo e Monsta X são o resultado disso.

Levantando o questionamento: como um grupo com apenas três anos de carreira e treze músicas em seu repertório pode fazer tanto sucesso e alcançar feitos tão grandiosos e inalcançáveis? A força em volta do fenômeno BLACKPINK é, sem dúvidas, um dos maiores que existiu na indústria musical e do K-POP. Elas são a revolução.

Enquanto o sucesso do grupo pode ter sido imediato e como uma forma de explosão, a ascensão das integrantes não foi assim. Jennie assinou contrato com a editora em 2010. No ano seguinte chegaria a vez de Jisoo e Lisa, a tailândesa. Rosé, a neozelandêsa, foi a última a chegar à YG, em 2012.

O período de espera até a formação do grupo foi passado em mentoria e formação, numa espécie de estágio duradouro e cruel, que serviu para as meninas desenvolverem as suas aptidões, tanto em campanhas publicitárias, através de participações em séries, colaborações em vídeos de outros artistas da editora. Um bootcamp impressionante para qualquer artista ocidental, mas que é prática recorrente na indústria do K-POP.

A movimentação começou antes do debut do grupo, uma vez que as garotas formariam o primeiro girlgroup da YG Entertainment. Através de teasers postados semanalmente, o grupo foi formado: Jennie, Lisa, Jisoo e Rosé, e finalmente, no dia 29 de junho, foi divulgada a primeira foto das integrantes juntas. Elas se tornaram a maior aposta da produtora e vieram para ocupar o lugar deixado vago pelas 2NE1, até então a banda feminina de referência da editora e do público em geral no mercado K-POP.

Os trabalhos de estreia do grupo foram um absoluto sucesso na Coreia do Sul. Square One, o primeiro lançamento do grupo, vinha artilhado com single duplo: de um lado o exotismo de Boombayah, do outro a potência vocal do hip-hop misturadas no pop coreano de Whistle.

O BLACKPINK foi o terceiro grupo feminino a conquistar um all-kill certificado (a música atingiu #1 em todos principais serviços de música da Coréia) e o primeiro a conquistar um all-kill perfeito (além de todos os #1, a música também alcançou #1 nos streams) em seu lançamento.

O sucesso mundial veio com Square Two, o segundo trabalho com Playing With Fire e a romântica Stay, balada pop com folk. Após o lançamento, novos êxitos charts aconteceu e um novo 1º na respectiva tabela da Billboard. O ano não fechava sem uma série de troféus importantes ganhos nas cerimônias.

O domínio mundial ficou comprovado quando as meninas surgiam ao lado do de Dua Lipa no estrondoso Kiss and Make Up, dueto bilíngue que marcou a terceira edição do álbum de estreia da britânica e que, mesmo sem vídeo a acompanhar, deixou a sua marca em mais de trinta países, entrando para o top 40, incluindo o Brasil. O ano não terminava sem a estreia a solo de Jennie com o catita Solo.

Em 2019, a internacionalização das meninas chegou com a primeira digressão mundial à América do Norte, Europa e Austrália, a estreia no circuito televisivo norte-americano em programas como o The Late Show de Stephen Colbert e com o anúncio da sua inclusão em um dos maiores festivais do mundo, o Coachella, um feito inédito para um grupo feminino K-POP. Vale ressaltar a turnê norte-americana com ingressos esgotados ao redor dos Estados Unidos.

O grupo está colocando a música pop coreana no topo das paradas mundiais. Um talento inegável, músicas contagiantes e inovadoras que exaltam o poder feminino, performances impressionantes e de extrema força. Essa é a resposta do porquê o BLACKPINK é a revolução.

André Luiz Freitas

EDITOR DE CINEMA/TV - E aí, que tal falarmos sobre música, série e filmes? Me chama lá @andreluizfreitas_

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