Relembre como Taylor Swift redefiniu o próprio estilo em cada álbum

Normalmente carreiras de grandes cantores muscais são marcadas por Eras, e na maioria das vezes, essas épocas se dividem em cada álbum lançado pelo artista – ou um determinado ano em específico. O novo ‘começo’ é considerado a partir de um grande, o estilo de roupas e figurinos, o que anda cantando e claro, toda a temática da turnê. Isso é um passo importante e é considerado – por muitos – como algo mágico, grandioso e curioso.

É o caso da Taylor Swift, sua carreira é marcada por divisões, canções e estilos, onde seus fãs podem reviver, escolher suas favoritas, se apaixonar e entender a forma criativa criada pela estrela. Desde a estreia, em 2006, a jovem multitalentosa experimentou diferentes moods, além de ir do country ao pop mainstream. Hoje, com 30 anos, ela trabalha em seu oitavo álbum e de uma maneira completamente nova em que ela explora os seus talentos e composições em um pop-folk – uma mistura que podemos concluir que foi extremamente incrível.

Taylor navegou por muitos mares ao longo da carreira. Iniciou no country, ainda adolescente, amadureceu com o pop, mas não deixando a sua originalidade e passado para trás com o ‘Red’ e foi consolidado na indústria com o lançamento de ‘1989’ e agora desbrava além com o folk.

“As artistas mulheres que eu conheço tiveram que se reinventar 20 vezes mais do que os artistas homens. Elas precisam fazer isso ou perdem o emprego.”, disse Taylor em seu documentário Netflix, Miss Americana.

Taylor Swift

A primeira Era é marcada em seu primeiro álbum, que leva seu nome, lançado em 2006, quando conhecemos aquela menina do country com cachos loiros querendo descobrir o amor. Aos 16 anos de idade era o início de tudo pra ela, por tanto, não teve turnê, mas não deixou de se apresentar para o mundo. As botas de cowboy e os cabelos cacheados são as maiores lembranças desse período, marcado por vestidos românticos com alças espaguete.

Tão nova, fomos introduzidos a ‘Tim McGraw’, ‘Teardrops on My Guitar’, ‘Our Song’ e muito mais. Era um sonho que estava começando a crescer, mal sabíamos que aquela menina indefesa conquistaria o mundo e o mundo da música.

Fearless

Ela conquistou o mundo. Love Story, um dos maiores sucessos. A era Fearless é quando Taylor Swift provou ser muito mais do que a Pensilvânia pensou. Em sua primeira turnê em 2009, com participações de Kellie Pickler e Justin Bieber, ela entregou ‘Fearless’, ‘You Belong With Me’ e apaixonante e até o momento tocada em inúmeras festas, o hit ‘Fifteen”. Esse disco foi responsável por faze-la ser a pessoa mais nova a ganhar o Grammy de álbum do ano.

Entregando uma garota country, as botas continuaram, mas os vestidos ganharam lantejoulas e aplicações metálicas. Pelo visto, Taylor se identificou com os brilhos, pois o detalhe se tornou permanente em seu guarda-roupa.

Speak Now

O número 13 é a faísca inicial da revolução musical e o romantismo também. Lançado em 2010 foi um álbum cheio de letras sobre pessoas com quem se envolveu ou fazia parte de sua vida, e claramente o público conseguia desvendar de quem se tratava, além de ser um álbum totalmente autoral. Nós fomos apresentados a ‘Back To December’, ‘Mine’, com histórias como ‘Mean’. Ela tinha apenas 19 anos.

A confusão com Kanye West com ‘Innocent’, sem deixar de lado o conto de fadas  com a autoral ‘Enchanted’. Em meio às tantas referências deste álbum, foi o seu último relacionamento com o country. Nesse ano, a cantora apostou em um estilo diversificado e versões repaginadas de seus visuais anteriores, o roxo, vermelho, vestidos com franjas e um piano eram a marca.

Red

Essa eu não tenho nem palavras e não sei por onde começar. O RED foi o divisor de águas, foi quando fomos apresentados a uma nova Taylor Swift. Lábios vermelhos, novo corte, cabelo liso e a tão amada franjinha, roupas que antes eram vestidos esvoaçantes, agora eram shorts de cintura alta, camisetas e chapéu. Essa foi a marca do álbum.

Agora com 23 anos ela assumiu o seu feminismo e um coração partido que quer afrontas quem a magoou, então temos ‘I Knew You Were a Trouble’, a amizade em ’22’ e a superação em ‘We Are Never Ever Getting Back Together’. Foi o seu melhor álbum e a época em que ela foi mais criticada por seus relacionamentos, afinal, uma garota de 23 anos, compositora, onde seu queridos diários são suas letras. As pessoas não entendiam o poder da composição de Taylor Swift e o que estava por vir. O disco rendeu uma segunda indicação ao Grammy de álbum do ano.

1989

A explosão e o fenômeno mundial. 1989, o ano de nascimento de Taylor Swift, foi lançado em 2014, algo totalmente pop, sem elementos country e marcado pelas polaroids e a sua maior estética. A turnê de 1989 se tornou a turnê de maior bilheteria de 2015 e apresenta luzes de neon, macacões de lantejoulas e um curta-metragem para Taylor – sempre dizendo adeus ao seu penteado de assinatura única, marcadas por hits como ‘Style’, ‘Blank Space’ e a grande ‘Shake It Off’, mais pop impossível. O ar contemporâneo e nova-iorquino de seu visual acompanhou um álbum repleto de canções com ar oitentista.

No Grammy de 2016, Taylor Swift foi a artista pop com mais indicações, com 7 no total. Ela concorreu as categorias gravação do ano, música do ano e melhor performance pop solo por ‘Blank Space’ e melhor performance pop duo/grupo por ‘Bad Blood’ e acabou faturando o álbum do ano, melhor álbum pop e melhor videoclipe para ‘Bad Blood”’. Ela mostrou do que era capaz e que, se reinventar e sair da sua zona de conforto, era descobrir um novo marco para a sua carreira.

Reputation

Foi o maior hiato que teve na carreira da Taylor Swift, e retornou de uma forma completamente diferente. O silêncio foi quebrado e a cantora postou o enigmático vídeo das cobras, trazendo uma nova era, o primeiro single foi ‘Look What You Made Me Do’, com a icônica frase “The old Taylor can’t come to the phone right now… why?… cause she’s dead”, onde ela enterrou de vez suas eras e versões passadas com um novo começo, no clima de vingança, sombrio, algo que ela nunca tinha feito antes, era uma nova Taylor.

Durante toda a promoção do álbum, a popstar incorporou elementos street, como os moletons oversized, estampa militar e snakeskin. Afinal, todo o conceito girou em torno de cobras, traições e sua reputação manchada. Ela passou a não se importar com o que falavam dela, que não dava a mínima sobre sua má reputação. A Reputation World Tour foi marcada por microfones de cobra e botas de cano alto e até rendeu um documentários especial na Netflix com um show completo da turnê.

Lover

As expectativas para a nova era começaram após o Bafta Awards, quando Taylor publicou uma foto com um belo vestido Stella McCartney. Desde então, suas capas de revista e publicações nas redes sociais ganharam uma invasão de cores e detalhes bem diferentes. Seguindo uma tonalidade. No iHeart Radio Music Awards 2019, a popstar usou um macacão com lantejoulas holográficas e saltos com detalhe na forma de borboleta – algo que não era visto por 2 anos devido ao ‘reputation’.

Entre vários posts cheios de efeitos iridescentes no Instagram, ela iniciou uma contagem de 13 dias que se encerrou com o lançamento de uma nova música no dia 26 de abril. A canção é sua estreia sob o selo da Republic Records, sua nova gravadora desde 2018. As cobras de aparência agressiva deram lugar a borboletas, flores e arco-íris.

A “velha Taylor” pode ter morrido em Look What You Made Me Do – mas, ao que tudo indica, ela só estava escondida. Nós temos a antiga Taylor de volta. Em um álbum romântico, com canções como ‘Cruel Summer’, ‘Afterglow’, ‘Daylight’ e ‘Cornelia Street’, temos a prova de que o romance ainda está vivo e as pistas também. Foi uma Era que não durou muito tempo – devido à pandemia do COVID-19, mas ficou armazenada no coração de muitos fãs.

André Luiz Freitas

EDITOR DE CINEMA/TV - E aí, que tal falarmos sobre música, série e filmes? Me chama lá @andreluizfreitas_

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