CRÍTICA: ‘Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre’ mostra a importância de ser verdadeiro e apresenta o melhor filme da trilogia

O último capítulo da história de amor de Lara Jean (Lana Condor) e Peter Kavinsky (Noah Centineo) está chegando em nossas vidas e se você é apaixonado por uma boa comédia romântica adolescente, se preparem, porque o terceiro filme da trilogia promete fortes emoções em clima de despedida e romance.

‘Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre’ é o último filme da trilogia escrita por Jenny Han e apresenta Lara Jean (Lana Condor) bastante ansiosa em seu último ano do ensino médio para estudar junto com Peter (Noah Centineo) em Stanford, porém, os planos não saem como planejados e ela precisa considerar novas opções para faculdade – com e sem Peter.

Reprodução | Netflix

Assim como os filmes anteriores, a história mostra o romance perfeito entre os dois pombinhos. Lara Jean retorna de uma viagem em família à Coréia pronta para aproveitar os últimos momentos do Ensino Médio ao lado do seu amor. O romance dos dois continua tão fofo, que se você está solteiro nesta quarentena, já avisamos: alerta gatilho! Você vai querer um chamego depois de assistir este filme.

Mesmo que o filme apresente o relacionamento entre Lara e Peter, a trama é muito mais que isso. Ao invés de introduzir uma segunda pessoa para desestabilizar o amor entre eles, o futuro é o verdadeiro “vilão”. Ao longo do filme, podemos nos identificar com as dificuldades dos personagens de tomarem decisões difíceis. Decisões que irão afetar suas amizades, suas famílias e claro, o primeiro amor – já que o maior medo entre eles é que o romance não supere a distância. Porém, a principal pergunta do filme é a seguinte: Até onde vale a pena você não ser verdadeiro com você mesmo por causa do medo de terminar um relacionamento?

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Tomar decisões sobre o futuro é complicado, ainda mais quando o emocional e racional estão divididos em duas situações. Por mais que seja uma obra-cinematográfica, ‘Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre’ tem uma história genuína que muitos irão se identificar, afinal, quem nunca tomou uma decisão em que o coração e mente não entraram em comum acordo? Neste caso, Lara Jean se apaixona pela possibilidade de estudar do outro lado do país e ela não consegue mais esconder ou evitar sua vontade de correr atrás dos seus sonhos. Quando ela finalmente percebe que precisa ser verdadeira, ela abre o jogo e conta para o Peter – o que nos leva para um dos melhores momentos do filme.

As comédias românticas seguem um padrão em que as mulheres precisam abrir mão de uma grande promoção ou do emprego dos sonhos para ficar ao lado do seu grande amor. Indo na contra mão do que já conhecemos, ‘Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre’ coloca o homem como o personagem que precisa aceitar a situação. A trama foge dos finais clichês das comédias românticas e mostra Lara Jean priorizando o seu sonho, sem desistir do seu relacionamento com Peter. Por causa disso, é ele que precisa rever seus pensamentos e vontades. Você espera que ele não irá compreender a decisão de Lara, mas ao invés disso, só recebemos relationship goals.

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Porém, o filme não é apenas Lara Jean (Lana Condor) e Peter Kavinsky (Noah Centineo). Os outros personagens também ganham maior tempo de tela e desenvolvimento. O relacionamento entre as irmãs Covey é muito bem explorado na trama, apresentando muito mais a união entre elas e a importância da família. Destaque para Kitty (Anna Cathcart) que rouba a cena e se torna uma das melhores personagens de toda a trilogia.

Com uma história sincera e madura, ‘Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre’ se torna o melhor filme de toda a trilogia. Será difícil não se emocionar com o final de Lara Jean e Peter Kavinsky. O filme estreia dia 12 de fevereiro na Netflix.

Thatiane Molina

26, leonina, publicitária e apaixonada por cinema

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