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CRÍTICA: ‘Um Lugar Silencioso II’ fará você viver uma experiência assustadora de tirar o fôlego!

Foto/Divulgação Paramount

Ainda me lembro, detalhadamente, de quando fui ao cinema assistir Um Lugar Silencioso, lá em 2018. A princípio, não era um filme que me causaria medo ou qualquer sentimento assustador, mas foi um suspense que surpreendeu do início ao fim, a ponto de sentir “um frio na espinha”. Em 2021, tive a mesma sensação saindo da continuação que possivelmente irá abrir um novo caminho para o terror psicológico.

Depois de mais de um ano de atraso, a continuação do filme dirigido por John Krasinski estreou contendo os mesmos itens que cativaram o público, porém, com uma abertura maior e mais explicativa. O roteiro expande o universo curioso em uma trama que caminha, brevemente, com uma família que busca sobreviver a um, até então, planeta devastado por criaturas monstruosas desconhecidas.

Sem muita enrolação, somos apresentados a uma cena importante nos 5 primeiro minutos do filme. É um rápido flashback explicando dúvidas que o diretor deixou em aberto no primeiro filme, como o evento que desencadeou o caos daquele universo apocalíptico. A cena, inclusive, têm um foco maior na ação e no desenvolvimento da família Abbott, e em nenhum momento a tensão é deixada de lado, muito pelo contrário.

Os sobreviventes precisam enfrentar os horrores do mundo exterior, e dessa vez, com um bebê recém-nascido, onde um simples descuido pode terminar em uma morte fatal. Além disso, as criaturas não são as únicas ameaças que espreitam os caminhos daquela pequena cidade. Os novos inimigos acabam não recebendo atenção durante a história, mas foi necessário para trabalhar no crescimento dos protagonistas.

Assim como no primeiro filme, a sensação de suspense é assustadora, e você provavelmente ficará com os nervos à flor da pele em tempo integral, durante as 2 horas de filme, principalmente ao dividir a família em três núcleos arriscados e de extremo risco. Mas Krasinski habilmente faz com que essas histórias se liguem no último ato, em uma cena criativa e desesperadora.

Emily Blunt, Millicent Simmonds e Noah Jupe retornam como Evelyn, Regan e Marcus. Já Cillian Murphy vive Emmett, um sobrevivente com um passado doloroso. Ele, por sinal, é a chave principal para o crescimento de Regan, que recebe um arco repleto de revelações e inteligência, soando como um forte símbolo de representatividade.

A sequência continua mantendo sua atmosfera sombria e imprevisível por trás de truques imediatos, continuando a assustar ainda mais pelo ambiente criado sobre toda a obra do que por esses truques imediatos no som, na qual você não espera. Inclusive, aconselho a não comer pipoca porque o susto será bruto e forte.

Um Lugar Silencioso: Parte II é uma continuação à altura do filme original, se não ainda melhor.